sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Ferro e doenças degenerativas

Segue artigo que fala sobre nova doença degenerativa descoberta, provocada por acúmulo de ferro no cérebro.

Descoberta nova doença degenerativa do cérebro

Ferro

Ferro é um elemento químico essencial para a maioria dos seres vivos. Ele participa da composição da hemoglobina do sangue, que é responsável pelo transporte de gases da respiração celular, além de ser importante no processo da respiração celular em si. Para isso, ele deve ser ingerido através da alimentação. As melhores fontes de ferro são as carnes vermelhas, principalmente o fígado e outras vísceras como rim e coração. Carne de aves e peixes são outras boas fontes animais de ferro. As principais fontes vegetais de ferro são folhas verde-escuras, como couve e cheiro-verde, grãos integrais e açaí.
O ferro também possui função de proteção, pois participa da composição da enzima catalase, que transforma o peróxido de hidrogênio (H2O2) em água (H2O) e oxigênio (O2). Porém, ele catalisa reações de produção de radicais livres, podendo assim ser prejudicial ao organismo. As reações de Fenton e de Haber-Weiss mostram o papel do ferro no metabolismo dos radicais livres.
Reação de Fenton: Fe+2 + O2 ———> Fe+3 + O2-
Fe+2 + H2O2 ——> Fe+3 + OH- + OH’
Reação de Haber-Weiss: O2- + H2O2 ———> O2 + OH- + OH’

A reação de Haber-Weiss é catalisada principalmente pelo ferro, enquanto na reação de Fenton o ferro participa como reagente.
Existem duas doenças relacionadas ao excesso ou deficiência de ferro no organismo: hemocromatose e anemia ferropriva, respectivamente.
Hemocromatose, ou hematocromatose, é uma doença em que ocorre acúmulo de ferro nos tecidos, principalmente no fígado, no pâncreas, no coração e na hipófise. Ela pode ser adquirida geneticamente (Hemocromatose Hereditária) ou outras causas, como hemoglobinopatias ou administração excessiva de ferro (Hemocromatose Secundária). Além do excesso de ferro no organismo aumentar a produção de radicais livres, ele causa danos aos tecidos, podendo provocar cirrose hepática, diabetes, escurecimento da pele, artrites, entre outros. O tratamento dessa doença é a sangria, que é a retirada de sangue. Com a perda de hemácias, o ferro em excesso é utilizado para a produção de hemoglobina, diminuindo a concentração de ferro livre no plasma e nos tecidos.

Na anemia ferropriva, a deficiência de ferro causa baixa produção de hemoglobina, o que prejudica o transporte de oxigênio para os tecidos.


Como prometido, agora eu vou falar um pouco sobre o já tão comentado por mim, processo de lipoperoxidação de membranas além de algumas de suas possíveis consequências. So, let’s work!
Apesar de todos componentes celulares serem passiveis de sofrer ação dos radicais livres, as membranas são as mais afetadas devido ao processo de lipoperoxidação que acarreta alterações estruturais e na permeabilidade dessas membranas.Conseqüentemente, há perda da seletividade na troca iônica e liberação do conteúdo de organelas, como as enzimas hidrolíticas dos lisossomos, e formação de produtos citotóxicos (como o malonaldeído), culminando com a morte celular.Esse processo também pode estar associado ao câncer,envelhecimento e aumento da toxidade de xenobióticos.O processo de lipoperoxidação no entanto é muito importante pois seus produtos são importantes na resposta inflamatória do organismo.Todavia o excesso de tais produtos pode ser lesivo.É interessante citar que a maioria das patologias desenvolvidas pela presença de radicais livres estão intimamente relacionadas com esse processo de lipoperoxidação.Vale também lembrar que os radicais livres mais associados com a lipoperoxidação são chamados espécies reativas do metabolismo do oxigênio(ermo).A reação de oxidação ocorre com o sequestro de H do acido graxo poliinsaturado da membrana que forma o chamado radical lipídico,que reage com o O2 formando radical peroxila que por sua vez sequestra mais H de ácidos graxos poliinsaturados da membrana, gerando uma reação em cadeia.
Essa reação é catalisada pelo ferro e pelo próprio radical hidroxiperoxila lipídico.O radical OH é frequentemente reconhecido como o principal iniciador da lipoperoxidação, mas alguns estudos apontam que o ferro também é muito importante.A degradação da membrana permite a entrada dessas espécies(as ermo’s) nas estruturas intracelulares. A fosfolipase, ativada pelas espécies tóxicas desintegra os fosfolipídios, liberando os ácidos graxos não saturados (Halliwell & Gutteridge, 1989), resultando nas seguintes ações deletérias:
=>Ruptura das membranas celulares;
=> Mutações do DNA;
=> Oxidação dos lipídeos insaturados;
=>Formação de resíduos químicos;
=>Comprometimento dos componentes da matriz extracelular (proteoglicanos, colágeno e elastina).
Os peróxidos lipídicos possuem poder de ação maior do que as outras espécies tóxicas primárias de O2, atingindo facilmente alvos mais distantes. Acredita-se também que a lipoperoxidação exerça um papel importante na proliferação celular.
Ufa! Então é isso, não ficou assim super simplificado por que é um processo complexo mesmo e muitíssimo importante, então não podia ser diferente. Grande abraço, até a próxima!!!

5 minutos de fama para o açaí!




gente, não é merchan não tá!hehehehehe
Só mostrando uma bebida que promete diminuir a taxa de LDL, e é feita a basa do açaí!

legal né?

Free Radicals by Dr.Steven Warren Talks


Não é o Dr. Rey, mas ele parece ser bem qualificado pra falar aqui também! hehehehe

A relação dos radicais livres com a aterosclerose!


E ai galera!Bem, vamos falar agora sobre como os radicais livres participam na formação da placa de ateroma e, como conseqüência, do desenvolvimento da própria aterosclerose.
A aterosclerose é caracterizada pelo acumulo de colesterol em forma de placas chamadas ateromas nas camadas internas das artérias,o endotélio.O LDL(aquele q eu é mais conhecido com MAU colesterol),por ser rico em ácidos graxos insaturados, é facilmente atacados por radicais livres,e peroxidado(por um processo chamado lipoperoxidação que será explicado em outro post). A aterosclerose manifesta quadros de complicações severas como o AVC, DAC(doença arterial coronária) e doença vascular periférica,infarto do miocárdio,isquemia cerebral,insuficiência cardíaca e morte.
Em grande partes dos países (em foco os países desenvolvidos ou e desenvolvimento como o Brasil) do mundo,a aterosclerose e suas manifestações são as principais causas de doença e morte.
Alguns fatores de risco para o desenvolvimento destas doenças são
-hipertensão
-tabagismo
-dislipidemias (alto LDL e baixo HDL)
-obesidade
-sedentarismo
-estresse psicossocial
-envelhecimento
-diabetes melito
-historia familiar positiva para aterosclerose

É incrível observar portanto que uma das doenças que mais matam em todo o planeta poderia ser evitadas,pois,excluindo os fatores hereditários e o envelhecimento(que não são as causas mais comuns),todos os outros fatores de risco podem ser controlados pelo paciente,se este tivesse uma vida mais saudável,buscando obter uma maior longevidade.Observamos também que todos esse fatores que são passiveis de "controle" pelo paciente,também são fatores que predispõem à formação de radicais livres.

E é exatamente esse o objetivo deste post, explicar a bioquímica da atuação de radicais livres.A oxidação da LDL é um processo de peroxidação lipídica dos ácidos graxos poliinsaturados presentes na sua superfície.Esse processo de peroxidação leva a um rearranjo molecular e formação de peróxidos lipídicos,uma reação em cadeia que gera novos radicais livres peroxila.Uma oxidação de 70% da apoproteina b100 do LDL, deixa-o mais eletronegativo e irreconhecível pelas apoproteinas b100 dependentes dos macrófagos ,que fagocitam essas moléculas,via receptores de varredura.Os receptores específicos de LDL, “apo B-100 dependentes”, são receptores que as células do organismo possuem para regular o processo de formação do colesterol.Quando há mais colesterol dentro da célula, há inibição tanto da formação de colesterol endógeno, via acetil-CoA, quanto da síntese do receptor específico, evitando assim a entrada de novas partículas de LDL contendo colesterol esterificado.Os receptores de varredura presentes nos macrófagos não possuem esse fator de regulação,levando a fogocitose desenfreada de LDL,e com isso, acumulo de colesterol no seu interior.Quando estes macrófagos são convocados para recuperar alguma eventual lesão,eles lisam e espalham esse material oxidado sobre o tecido lesado,o que atrai mais macrófagos para o local,que rapidamente se transforma num acumulo de colesterol no local,caracterizando o ateroma.O LDL oxidado ainda diminui a motilidade dos macrófagos alem de serem citotóxicos.O acumulo de LDL e tamanho que o macrófago torna-se uma célula espumosa.O excesso de LDL no interior da célula também faz com que ela penetre no endotélio arterial e se ligue à matriz extra celular deste,que é rica em colágeno,elastina e proteoglicanos.A progressiva oxidação de LDL por radicais livres liberados pelas próprias células do local(endoteliais, macrófagos e musculatura lisa)levam a secreção de fatores quimiotáticos e moléculas de adesão, atraindo monócitos que sofrem diferenciação em mais macrófagos e formação de mais células espumosas que formam o primeiro estagio do ateroma,a estria gordurosa.Essa estria gordurosa evolui para um estagio de placa fibrótica,que já acomete a luz arterial, há acumulo de tecido conjuntivo extracelular e agregação de linfócitos T.Sob esta capa celular existe um tecido necrótico,cristas de colesterol e áreas de calcificação(caracterizando o terceiro estagio da placa, a placa arteroscreotica) .A placa arteoscreotica pode sofrer varias complicações de varias maneiras, como por trombose, hemorragia e calcificação.O comprometimento do endotélio leva a perda de funções seletivas e secretoras de substâncias vasodilatadoras e anticoagulantes,quebrando o equilíbrio existente.A agregação plaquetaria ainda pode perpetuar o processo e levar a sua manifestação clínica através das mais variadas síndromes.

Radiação espacial é mais perigosa para astronautas do que se imaginava

Agência Fapesp - 20/05/2008

A radiação de alta energia encontrada no espaço pode levar ao envelhecimento prematuro e ao estresse oxidativo prolongado em células. A afirmação é de um estudo feito no Centro Médico da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, e traz sérias implicações para viagens espaciais de longa duração.

Radiação de alta energia

A radiação de alta energia é encontrada em emissões solares e é composta de prótons altamente energéticos, partículas de ferro carregadas e radiação gama. A atmosfera terrestre bloqueia a maior parte dessa radiação, evitando a exposição dos habitantes do planeta. Mas, em uma missão espacial, essa proteção deixa de existir.

Depois de um longo hiato - o homem foi à Lua pela última vez em 1972 -, a Nasa, a agência espacial norte-americana, planeja levar o homem novamente ao satélite terrestre e a longas missões a outros planetas, começando por Marte.

O novo estudo indica que períodos prolongados no espaço aumentam os riscos de problemas de saúde para os astronautas, como câncer de intestino. "A exposição à radiação, seja intencional ou acidental, é inevitável durante nossas vidas. Mas com os planos de missões a Marte, por exemplo, precisamos entender melhor a natureza da radiação no espaço. Não há, atualmente, informações conclusivas para estimar o risco que os astronautas poderão experimentar", disse Kamal Datta, principal autor do estudo.

Maior incidência de câncer

Em 2004, um relatório das Academias Nacionais dos Estados Unidos indicou que a incidência de câncer é mais alta entre os astronautas do que na população em geral. No mês passado, o Conselho Nacional de Pesquisas do país publicou outro relatório, em que recomenda o aumento nos estudos sobre o assunto e o desenvolvimento de novas tecnologias de proteção contra radiação.

As estimativas atuais para exposição à radiação se baseiam exclusivamente na dose acumulada que uma pessoa recebe durante a sua vida, mas o novo estudo sugere que uma estimativa mais acurada deveria incluir não apenas as doses, mas também a qualidade da radiação.

Radicais livres

Na pesquisa, Datta e colegas mediram os níveis de radicais livres presentes e a expressão de genes de resposta ao estresse em células de camundongos expostos à radiação de alta energia encontrada no espaço.

Os pesquisadores verificaram que o meio celular do trato gastrointestinal nos animais expostos se mostrou altamente oxidativo - cheio de radicais livres - por longos períodos de tempo, um estado compatível com o desenvolvimento de câncer.

Segundo os autores, os radicais livres produzidos pela radiação danificaram o DNA das células e, à medida que os danos se acumularam, o resultado foi o surgimento de mutações e, em alguns casos, de tumores malignos.

Danos no DNA

A exposição prolongada aos radicais livres criou uma grande oportunidade para que os danos no DNA se acumulassem dentro de células individuais. Os pesquisadores observaram que a resposta ao estresse continuou por até dois meses após a exposição à radiação.

Além dos danos celulares a partir do estresse oxidativo, os cientistas verificaram que os camundongos expostos à radiação envelheceram prematuramente. O grupo observou que o pêlo se tornou cinza antes do esperado e agora fará exames de ressonância magnética para identificar possíveis alterações nos cérebros dos animais.


Texto retirado do site: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=radiacao-espacial-e-mais-perigosa-para-astronautas-do-que-se-imaginava&id=010130080520

Príons e Radicais Livres

Paris, 12 novembre 2003

Protéine prion et radicaux libres : les liaisons dangereuses.

Les prions, agents infectieux responsables des encéphalopathies spongiformes transmissibles (ESST- maladie de Creutzfeldt-Jakob chez l'homme, maladie de la vache folle), correspondent à la forme pathologique d'une protéine prion normale dont la fonction est encore mystérieuse. Des chercheurs de l'Institut Pasteur et du CNRS ont effectué une avancée remarquable dans la compréhension du rôle physiologique de la protéine prion normale en montrant qu'elle agit par l'intermédiaire de dérivés réactifs de l'oxygène, les « radicaux libres ». Cette découverte devrait permettre de comprendre comment la forme pathogène du prion altère les fonctions cellulaires et entraîne la neurodégénérescence caractéristique des ESST.

Odile Kellermann et ses collaborateurs (CNRS–Institut Pasteur) révèlent dans un travail présenté dans la revue PNAS du 11 novembre 2003, que la protéine prion non pathogène active une enzyme, la NADPH oxydase, qui, à son tour, génère à partir de l'oxygène des radicaux libres servant de messagers intracellulaires. Cette cascade conduit à la modification de certains médiateurs connus pour leur rôle dans la prolifération et la survie cellulaire, les protéines ERK. Ces fonctions de la protéine prion, mises en évidence dans les neurones et d'autres types cellulaires comme les lymphocytes, pourraient être communes à toutes les cellules de l'organisme. Les auteurs démontrent néanmoins une spécificité de la réponse des neurones aux signaux associés à la protéine prion. Les radicaux libres qui, produits en faible quantité, constituent un maillon du dialogue entre la cellule et son environnement sont aussi des molécules dangereuses connues pour provoquer la mort cellulaire. Si le dialogue est perturbé dans les neurones par la présence du prion pathogène, des radicaux libres surproduits pourraient avoir des effets toxiques et altérer les fonctions neuronales.

Cette découverte fait suite à un travail de l'équipe d'Odile Kellermann, effectué en collaboration avec deux autres équipes françaises, et publié en 2000 dans le journal Science. Les chercheurs avaient isolé dans leur laboratoire une lignée cellulaire capable de se différencier en neurones. En utilisant ce modèle expérimental, les auteurs ont déjà montré que la protéine prion non pathogène participe à une cascade de signalisation complexe qui intervient dans le réglage fin des fonctions neuronales. La poursuite des recherches sur cette lignée a donc permis de définir aujourd'hui une fonction pour la protéine prion.

Ce travail ouvre des perspectives considérables pour comprendre comment les neurones répondent à l'infection par les prions. La caractérisation des cibles biochimiques de la protéine prion est une étape importante permettant d'envisager le développement d'outils d'analyse et la conception de stratégies thérapeutiques capables d'inhiber les effets neurodégénératifs observés dans les maladies à prions.

Ces recherches ont bénéficié de financements du Groupement d'Intérêt Scientifique (GIS) "Infections à Prions", du CNRS et de l'Institut Pasteur.

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Os príons, agentes infecciosos responsáveis por encefalopatias espongiformes transmissíveis (EET, doença de Creutzfeldt-Jakob no homem, doença da vaca louca) correspondem à forma patológica da proteína príon, cuja função normal éainda misteriosa. Pesquisadores do Instituto Pasteur e do CNRS ter feito um grande avanço na compreensão do papel fisiológico da proteína príon normal mostrando que ele age através de derivados reativos de oxigênio, os "radicais livres". Esta descoberta deve ajudar a compreender como a forma patogênica altera as funções do príon celular e provoca a neurodegeneração característica do EET.

Odile Kellermann e colegas (CNRS-Institut Pasteur) revelaram em um documento apresentado no PNAS no dia 11 de novembro de 2003, a proteína príon não patogênica ativa uma enzima chamada NADPH oxidase, que, por sua vez, é gerada a partir do oxigênio dos "radicais livres" usando-os como mensageiros intracelulares. Este processo leva à modificação de certos mediadores conhecido por seu papel na proliferação e sobrevivência celular, as proteínas ERK. Essas funções da proteína príon identificadas em e outros tipos de células como linfócitos podem ser comuns a todas as células do corpo. Os autores, no entanto, demonstraram a especificidade da resposta dos neurônios aos sinaisneurônios associados à proteína príon. Os radicais livres que são produzidos em pequenas quantidades são um link no diálogo entre a célula e seu ambiente, são moléculas também perigosas, conhecidas por provocar a morte celular. Se o diálogo é interrompido nos neurônios pela presença de príons patogénicos, a baixa produção de radicais livres pode ter efeitos tóxicos e prejudicar funções neuronais.

Esta descoberta resulta de um trabalho em equipe Odile Kellermann, realizado em colaboração com outras duas equipas francesas em 2000 e publicado na revista Science. Os investigadores tinham isolado em seu laboratório uma linhagem de células capazes de se diferenciar em neurônios. Usando este modelo experimental, os autores têm demonstrado que a proteína príon não patogênica está envolvida em uma complexa cascata de sinalização que está em sintonia fina com as funções neuronais. Mais pesquisas sobre essa linhagem já identificou uma função para a proteína príon.

Este trabalho abre enormes oportunidades para entender como os neurônios respondem à infecção por príons. A caracterização bioquímica dos alvos da proteína príon é um passo importante considerar o desenvolvimento de ferramentas de análise e desenho de estratégias terapêuticas capazes de inibir os efeitos neurodegenerativos observados em doenças de príons.

Esta pesquisa recebeu financiamento do interesse científico Group (SIG) "infecções príon", CNRS e Institut Pasteur.

Texto retirado do site:http://www2.cnrs.fr/presse/communique/317.htm

Animação de Harvard sobre a célula

Uma verdadeira obra de arte que mostra o funcionamento interno da celula em três dimensões. A animação é fruto do trabalho de Alain Viel, Ph.D, diretor de pesquisa "undergraduate" de Harvard College. Apesar de não conter informações específicas sobre Radicais Livres, vale a pena devido ao conteúdo biológico e bioquímico.

Video sobre Radicais

Um video, em inglês, explicando com animações o que são radicais livres. O começo é muito interessante, mas eu peço a todos que desconsiderem os ultimos 30 segundos, por se tratar de propaganda.

O que é Radical Livre - Efeitos

Aqui está um video com o Dr. Sérgio Vaisman sobre radicais livres.

Quiz de Radicais Livres

Aqui está um quiz para vocês treinarem suas habilidades para a prova de V ou F. Vejam que pontuação conseguem fazer.



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Exercícios Físicos e Radicais Livres


Exercícios físicos produzem radicais livres?

Dr. Kenneth Cooper, em seu livro "Revolução Antioxidante" (Editora Record, 1994), descreve duas maneiras pelas quais os radicais livres são produzidos durante exercícios físicos.

A primeira está ligada aos exercícios exaustivos nos quais há um aumento de 10 a 20 vezes no consumo de oxigênio no corpo. O enorme bombeamento de oxigênio através dos tecidos desencadearia a liberação de radicais livres. Para se evitar isto, Cooper recomenda praticar os exercícios entre 65-80% da sua freqüência cardíaca máxima.

A outra forma de produção de radicais livres durante os exercícios está ligada ao processo que é conhecido como isquemia-reperfusão. Quando os exercícios físicos intensos são praticados, o fluxo sangüíneo é desviado dos órgãos não diretamente envolvidos para os músculos em atividade. Assim, uma parte do corpo irá passar por uma deficiência de oxigênio. Ao término do exercício há reperfusão, quando o sangue retorna aos órgãos que estiveram privados. Este processo foi associado à liberação de grandes quantidades de radicais livres. Verificamos então a importância do desaquecimento, ou volta à calma.

Então atletas sofrem mais a ação dos radicais livres?

Não necessariamente! É verdade que pesquisas detectaram que seções de exercícios provocam um aumento na ação dos radicais livres. Mas Edmund Burke, Ph.D., salienta, em sua coluna para o site da Endurox, alguns pontos importantes a se considerar nestas pesquisas.

Primeiro é que a ação dos radicais livres aumenta apenas temporariamente voltando depois ao nível normal. Outro ponto importante, geralmente despercebido, é que em pessoas bem treinadas o aumento da ação dos radicais livres devido ao exercício é bem menor. Isto se deve ao fato de que atividade física regular aumenta os níveis de enzimas que destroem os radicais livres.

Uma demonstração disto é o estudo realizado pela Universidade de Tubingen na Alemanha. Homens treinados e não treinados realizaram um teste de intensidade progressiva em esteira ergometrica até a exaustão. O dano ao DNA nas células brancas no sangue foi significativamente menor nos homens treinados. Deve-se lembrar que os treinados correram por mais tempo e por isso consumiram mais oxigênio (International Journal of Sport Medicine, 1996, 17 : 397-403).


Texto retirado do site: http://www.copacabanarunners.net/antioxidantes.html






Esta figura é um resumo da atuação maléfica dos radicais livres no nosso organismo e a ação dos antioxidantes.
É mostrado que os radicais livres podem causar mutações no DNA e RNA, oxidação de lipídios e proteínas.
Na imagem constam também possíveis fontes de radicais livres ou que induzem sua produção: fumo, álcool, comida e substâncias químicas.

Imagem retirada do site: www.bmglabtech.com/orac/

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

ERO e radiação de celular - efeito sobre espermatozoides humanos

Artigo em inglês sobre produção de ERO após exposição a radiação de celular. Os resultados são bastante interessantes. Após a exposição à radiação, a mobilidade e a vitalidade foram reduzidos significativamente, enquanto a geração de ERO e a fragmentação de DNA foram elevadas.
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PLoS One. 2009 Jul 31;4(7):e6446.
Mobile phone radiation induces reactive oxygen species production and DNA damage in human spermatozoa in vitro.
ARC Centre of Excellence in Biotechnology and Development, Callaghan, New South Wales, Australia.
BACKGROUND: In recent times there has been some controversy over the impact of electromagnetic radiation on human health. The significance of mobile phone radiation on male reproduction is a key element of this debate since several studies have suggested a relationship between mobile phone use and semen quality. The potential mechanisms involved have not been established, however, human spermatozoa are known to be particularly vulnerable to oxidative stress by virtue of the abundant availability of substrates for free radical attack and the lack of cytoplasmic space to accommodate antioxidant enzymes. Moreover, the induction of oxidative stress in these cells not only perturbs their capacity for fertilization but also contributes to sperm DNA damage. The latter has, in turn, been linked with poor fertility, an increased incidence of miscarriage and morbidity in the offspring, including childhood cancer. In light of these associations, we have analyzed the influence of RF-EMR on the cell biology of human spermatozoa in vitro. PRINCIPAL FINDINGS: Purified human spermatozoa were exposed to radio-frequency electromagnetic radiation (RF-EMR) tuned to 1.8 GHz and covering a range of specific absorption rates (SAR) from 0.4 W/kg to 27.5 W/kg. In step with increasing SAR, motility and vitality were significantly reduced after RF-EMR exposure, while the mitochondrial generation of reactive oxygen species and DNA fragmentation were significantly elevated (P<0.001).>
PMID: 19649291 [PubMed - indexed for MEDLINE]


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domingo, 29 de novembro de 2009

Aterosclerose





Devia ter decorado esse video pra minha apresentação, ia ficar bem melhor!

Paradoxe français



Um estudo comportamental frances revela um fato muito interessante.A população francesa foi comparada com a populaçao norte americana no que tange o assunto habitos cotidianos,vícios e preferencias. Muito chocante, na minha opinião,mas acreditem,os franceses não ficaram muito atras dos norte americanos nos quesitos tabagismo,sedentarismo e especialmente, alto consumo de gordura saturada não.Tres fatores esses de alta periculosidade para quem é adepto à habitos de vida saudáveis!Esse 3 fatores tem cadeira permanente no top 10 da lista dos mais "potentes" fatores que predispõem as pessoas a desenvolverem problemas cardiovasculares(a muito tempo o tipo de doença que mais matam pessoas em todo o planeta!).Mais curioso ainda é notar que apesar disso,o numero de pessoas com problemas cardiovasculares nos EUA é muito maior do que na França.Por que isso? Esse estudo prova que tudo que pensavamos sobre os fatores que predispõem ao desenvolvimento de doenças desse tipo é mentira?Claro...que não!O mesmo estudo revela tambem que os franceses,se alimentam sim,melhor do que os americanos,pois os americanos pecam na variedade alimentar,e é ai que entra o salvador da patria francesa!Napolão Bonnaparte?!É obvio que não,estou falando do vinho!
Essa iguaria que a já foi conciderada bebida divina, bebida luxiriosa amada pelos frequentadores das bacanais romanas,sangue de cristo,e que hoje é carinhosamente conhecida como otimo antioxidante rico em compostos polifenolicos!O fato é que a população francesa consome 7,6 vezes mais vinho do que a população norte americana.O estudo avaliou a incidencia de uma doença chamada, pelos mais íntimos, de DAC(doença arterial coronariana) ,e os frances apresentaram apenas um terço da incidência desta doença em relação a população norte americana,fato esse que ficou conhecido como "O paradoxo francês".Esse estudo foi mais um que evidenciou que o consumo(moderado!!!em media um taça por dia) habitual de vinho(preferncialmente o tinto) pode diminui o risco d desenvolver a DAC e outras complicações cardiovasculares.O segredo esta justamente na alta capacidade aintioxidante dos compostos fenolicos presentes em vinhos.Resumindo em miudos,essas substâncias tem uma alta facilidade de se oxidarem, e quando as ingerimos, ela vão se oxidar, reduzindo os radicais livres(reação quimica de oxiredução) produzidos naturalmente e constantemnte pelo nosso organismo, evitando assim,por competição,que sejam oxidadas estruturas de nossas celulas,como as membranas.Lembrando que esses processos de oxidação celular podem acarretar na morte celular, além do fato de que muitos estudos já comprovam que a oxidação por radicais livres(normalmente ERMO's-especies reativa do metabolismo do oxigênio) é uma grande vilã no processo de envelhecimento,natural e precoce!Vale lembrar que os polifenois tambem inibem a oxidação de lipoproteinas carregadoras de colesterol(LDL pricipalmente).A formação dessas lipoproteinas peroxidadas é praticamente o "alvará" que faltava,para que aquela plaquinha de gordura,o ateroma, abra uma filial nas suas arterias também!Moda da casa?AVC,infarto do miocardio,insuficiencia cardiaca,dores nos membros superiores e inferiores,isquemia cerebral e por a vai!Tudo na faixa,de brinde!
Deixando um pouco a descontração de lado, é antiga a crença nas propriedades benéficas do vinho em relação à prevenção de doenças e manutenção da saúde. Mas só recentemente esta teoria ganhou importância no meio cientifico, graças a evolução da ciência e da tecnologia e dos avanços no campo da fitomedicina.Estudos epidemiológicos indicam que uma dieta baseada em vegetais e frutas com propriedades antioxidantes ou ainda, uma dieta rica em flavonóides do vinho, são protetoras contra doenças cardiovasculares. As uvas e seus derivados, como vinho e sucos, são ótimas fontes naturais de antioxidantes, particularmente os vinhos tintos, pelo seu alto teor de polifenóis, ou compostos fenólicos, que comprovadamente possuem atividade antioxidante.Os compostos fenólicos dos vinhos são capazes de estabilizar radicais livres tanto, gerados em sistema aquoso por radiólise (hidroxila, azida, ânion superóxido, peroxila e alcoxil t-butila), como em sistema lipofílico (peroxidação lipídica).O radical hidroxila e o ânion superóxido (gerado pelo sistema enzimático hipoxantina/xantina oxidase)por exemplo, estão envolvidos em uma série de reações que provocam danos celulares, como a peroxidação lipídica (que foi comentada e simpilificadamente chamada de "oxidação de membranas" por minha persona neste post).Portanto,juro não chamar o AA se te pegar bebendo um taçinha de tinto em plena terça feira depois do jantar!
É isso galera.Mais informações sobre envelhecimento e antioxidantes são cenas de próximos capitulos e de outros autores!De patologias associadas?Depois eu posto alguma coisa.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Vitamina C


Mais uma utilidade

Identificado novo mecanismo pelo qual a vitamina C combate radicais livres

Maria Guimarães

Edição Impressa 134 - Abril 2007

Pesquisa FAPESP -

Consumida (com ou sem base científica) por quem quer evitar um resfriado, a vitamina C é um aliado contra os radicais livres, moléculas que circulam pelo organismo e podem causar danos a compostos que encontrarem pela frente, como DNA ou proteínas essenciais ao funcionamento do corpo. Essa guerra microscópica pode contribuir para a morte de células e ser a origem do envelhecimento e do câncer. Um grupo da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Butantan acaba de revelar uma nova função da vitamina C como antioxidante (ação contra radicais livres). O trabalho, publicado na revista científica PNAS em parceria com a química Ohara Augusto, faz parte da tese de doutorado de Gisele Monteiro, do laboratório de Luis Eduardo Soares Netto, do Instituto de Biociências da USP. A equipe integra o Instituto do Milênio Redoxoma, uma rede que reúne por volta de 200 pesquisadores brasileiros que pretendem entender e controlar os processos de oxidação nas células. O programa Institutos do Milênio, do Ministério da Ciência e Tecnologia, foi criado para patrocinar pesquisas científicas de excelência em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país.

Linus Pauling, prêmio Nobel de Química de 1954 que dedicou boa parte da carreira à vitamina C, já desconfiava das suas propriedades antioxidantes. Mas não sabia dos detalhes das reações químicas, que foram descobertos aos poucos. O ascorbato, componente principal da vitamina C, pode reagir diretamente com o peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e transformá-lo em moléculas de água inofensivas para o organismo, em vez de perigosos radicais livres. A novidade é a maneira como o ascorbato combate a formação dessas moléculas potencialmente nocivas: além de participar diretamente em reações, ele também recicla moléculas chamadas peroxirredoxinas, que funcionam como catalisadores acelerando a transformação de peróxido de hidrogênio em água.

Esses catalisadores antioxidantes perdem elétrons na reação com o peróxido de hidrogênio, mas continuam disponíveis na célula. Basta ganharem elétrons outra vez, que estão prontos para recomeçar a reciclagem. Mas se houver pouca peroxirredoxina ou se a reciclagem não acontecer na velocidade adequada, a reação trava, como uma ampulheta que não é virada deixa de contar o tempo. O peróxido de hidrogênio é subproduto da respiração celular, portanto existe em todas as células. Para minimizar o efeito tóxico, é preciso concentrações adequadas de moléculas para transformá-lo em água. O ascorbato, assim como moléculas chamadas tióis, constantemente doa elétrons às peroxirredoxinas e com isso lhes devolve a capacidade de agir como antioxidantes.

“Descobrir que a vitamina C atua em conjunto com outros antioxidantes quebrou um paradigma”, diz Netto. Antes disso, acreditava-se que a reação dependia exclusivamente de moléculas chamadas tióis. Mas o pesquisador não recomenda correr para comprar vitaminas ou tomar suco de laranja. “Dados preliminares sugerem que o sistema já funciona no máximo”, explica. É como a engrenagem de um relógio que funciona perfeitamente – um relojoeiro pode tentar adicionar uma peça, mas, se ela não tiver onde se encaixar, não contribuirá para o andamento da máquina.

Função universal – O trabalho do grupo de Netto não só revelou a nova função do ascorbato, mas também mostrou que a reação não é exclusiva de humanos. Ela também ocorre em ratos, plantas, drosófilas e bactérias. Os protozoários Plasmodium falciparum e Trypanosoma cruzi, responsáveis por causar malária e doença de Chagas, parecem aproveitar-se da vitamina C do sangue humano para proteger-se do estresse oxidativo com que o hospedeiro se defende: as células de defesa envolvem o parasita e o bombardeiam com radicais livres, com efeito letal. Para defender-se, o microorganismo precisa de um sistema eficaz de combate aos radicais livres. A descoberta é um primeiro passo para compreender o mecanismo, mas não é ainda base para avanços farmacológicos contra as doenças. “Talvez seja possível inibir alguma proteína específica do parasita, que se tornaria assim mais suscetível à célula de defesa”, especula o biólogo.

Já é um feito e tanto observar reações químicas, invisíveis aos olhos de não especialistas. Mas os pesquisadores não se contentaram com isso: no final de seu doutorado, Gisele conseguiu manipular as proteínas e assim interferir na reação. Existem duas formas de peroxirredoxinas no organismo, mas o ascorbato só recicla uma delas. A pesquisadora alterou a estrutura química da proteína que não interage com a vitamina C e conseguiu criar a afinidade – agora Gisele sabe o que causa essa atração.

Os resultados representam um avanço na compreensão dos processos de combate aos radicais livres. Por ser um trabalho tecnicamente difícil, foi a peça final da tese de Gisele, mas deu certo e tornou-se a parte central do trabalho, que agora ela continua a explorar no pós-doutorado. A bioquímica quer saber qual é a relevância biológica da vitamina C em reações antioxidantes, que ela até agora só examinou em frascos de laboratório. Será que em animais vivos o ascorbato compete com os tióis? “Agora que o paradigma foi quebrado, abriram-se outras portas para investigação”, comemora Netto.

Curiosidades


  • Água Oxigenada

O peróxido de hidrogênio, conhecido popularmente como água oxigenada, pode ser usado como clareador de cabelo. Sua ação baseia-se no fato de que o peróxido reage com o ferro presente no fio de cabelo, formando o radical livre hidroxila. Este, por sua vez, destrói a melanina, que é o pigmento que dá cor aos fios.


  • Ação dos Radicais Livres nos vaga-lumes:

O vaga-lume, um inseto conhecido por produzir luz, na verdade não passa de um ser vivo que sofreu uma adaptação evolutiva contra a intoxicação por radicais livres. A bioluminescência é produzida nos fotócitos através da reação de oxigênio e a sustância luciferina, sendo catalisada pela enzima luciferase.

Esta enzima , no entanto, nada mais é que um antioxidante endógeno, que age esgotando o oxigênio dentro da célula e desta maneira reduzindo a formação de radicais livres. Sua produção é diretamente proporcional à quantidade de oxigênio dentro da célula e determina a luminescência produzida pelo inseto.


Texto retirado do site: http://www.medstudents.com.br/content/resumos/trabalho_radicais_livres.doc

segunda-feira, 23 de novembro de 2009



Retirado do site: http://saude.sapo.pt

Corante de milho



27/5/2009

Por Alex Sander Alcântara

Agência FAPESP – Uma nova pesquisa testou a extração de corantes de milho como alternativa aos corantes sintéticos. O motivo é que, além de não poluir, os corantes naturais podem trazer benefícios à saúde por apresentar pigmentos antioxidantes e anti-inflamatórios.

O estudo foi publicado na revista Ciência e Tecnologia de Alimentos. “O interesse em pesquisas por corantes naturais aumentou consideravelmente nas últimas décadas devido às severas críticas dos consumidores, às restrições impostas pela Organização Mundial da Saúde e outras instituições aos corantes sintéticos”, destacam os autores.

De acordo com Elias Basile Tambourgi, professsor da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e um dos autores do artigo, além do uso em corantes de alimentos e de tecidos, o milho é uma fonte de antocianinas, pigmentos pertencentes ao grupo dos polifenóis – compostos responsáveis por dar cores aos vegetais.

As antocianinas atuam como agente antioxidante que age na inibição dos radicais livres, atuando na prevenção de doenças degenerativas como o câncer. Além disso, melhoram a adaptação à visão noturna, prevenindo a fadiga visual. São usadas como anti-inflamatório e também já foram aplicadas no tratamento contra obesidade e hiperglicemia”, disse Tambourgi à Agência FAPESP.

O pesquisador ressalta a necessidade de mais pesquisas a fim de destacar a importância das antocianinas na dieta humana. “Além disso, precisamos melhorar as metodologias de extração (quantificação e identificação), obter a composição e compreender a funcionalidade das fontes naturais”, disse.

No novo estudo, foram utilizadas duas variedades nativas de milho (Zea mays L.) peruano, roxa e vermelha, adquiridas em fazendas a cerca de 150 quilômetros ao sul de Lima. Segundo o estudo, o corante do milho roxo tem se mostrado estável.

“Chegamos a realizar testes de fixação em produtos têxteis, como algodão. O que mais chama a atenção é seu uso artesanal no Peru, na coloração de roupas. Podemos notar que esses produtos apresentam forte cor roxa, e não se deterioram ao longo do tempo, nem mesmo pela ação do calor”, disse.

Métodos de extração

Os autores destacam que as antocianinas do milho roxo foram usadas pelos incas na preparação de bebidas e no tingimento de fibras têxteis. “Eles obtinham os pigmentos de forma artesanal, utilizando processos mecânicos através de atrito e raspagem da semente”, apontam.

“Embora existam pesquisas indicando significativos avanços e benefícios das antocianinas extraídas do milho roxo, até o presente momento não conhecemos estudos sobre novas metodologias de extração desses pigmentos livres das substâncias químicas tóxicas”, ressaltou.

Nos testes foram utilizados três métodos de extração: por imersão, por lixiviação e por supercrítica, que consiste em explorar as propriedades críticas do dióxido de carbono (comportamento de fluido) como solvente e promover o seu contato com o soluto, utilizando-se uma forma estática de extração.

Nos dois primeiros processos foram utilizados água deionizada, etanol, metanol, éter de petróleo, ciclo hexano e isopropanol como solventes, todos de grau analítico. E tanto no primeiro como no segundo método, o etanol foi o solvente com maior rendimento de extração dos pigmentos.

Os resultados apontaram ainda que a lixiviação (com algumas modificações) foi o método mais eficiente nas extrações dos corantes, com aproximadamente 88% de antocianinas, assim como na recuperação dos solventes.

“Mas como os dois primeiros métodos são simples, baratos e fáceis de serem aplicados, também apresentaram bons resultados. A extração do pigmento roxo pode ser realizada de modo simples e com solvente (etanol) disponível no mercado”, disse o professor da Unicamp.

Tambourgi coordenou diversos projetos apoiados pela FAPESP, entre os quais “Purificação de amilases de Zea mays para a aplicação na hidrólise de amido para uso na indústria alcooleira”, na modalidade Auxílio a Pesquisa – Regular.

O novo estudo foi feito com Felix Martin Cabajal Gamarra, da Faculdade de Engenharia Química, e Edison Bittencourt, do Departamento de Tecnologia de Polímeros, amboa da Unicamp, e com Gisele Costa Leme, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).


Texto retirado do site: http://www.agencia.fapesp.br/materia/10553/especiais/corante-de-milho.htm

Tipos de Antioxidantes

Existem dois tipos de antioxidantes:

1) Não-enzimáticos:

  • Vitamina E - Inibe a peroxidação lipídica e formação de radicais livres. Foi constatado que dieta rica em vitamina E pode proteger contra o mal de Parkinson.

Principais fontes: Grãos, ovos, óleos vegetais e folhas verdes.

  • Beta- caroteno (precursor da vitamina A) - As altas doses de suplementos dessa vitamina têm sido associadas ao aumento da incidência de câncer pulmonar entre os fumantes.

Principais fontes: Óleo de fígado de peixe , fígado de outros animais , frutas verdes e amarelas, hortaliças.

  • Vitamina C - Sua principal função é a de hidroxilação de colágeno. Está relacionado com a síntese de moléculas que servem como hormônios ou neurotransmissores. É extremamente instável, portanto a ingestão de alimentos que contenham essa vitamina deve ser rápida. Na presença de alguns metais de transição, como por exemplo o ferro, pode atuar como molécula pró-oxidante, ou seja, pode gerar radicais livres.

Principais fontes: Abacaxi, acerola, agrião, laranja, limão, rúcula e espinafre.

  • Flavonóides - Grupo de fitonutrientes, que são polifenóis de baixa massa molecular. Podem apresentar atividade pró-oxidativa em determinadas condições. Atua tanto em meio hidrofílico quanto hidrofóbico.

Pesquisa: Knekt et al. (1997) encontraram uma relação inversa entre o consumo de flavonóides na dieta e o desenvolvimento de tumores em indivíduos na faixa etária de 50 anos e não-fumantes. Os autores observaram que entre as muitas fontes de flavonóides da dieta, o consumo de maçãs apresentou os melhores resultados na prevenção do desenvolvimento de tumores no pulmão.

Rev. Nutr. vol.12 no.2 Campinas May/Aug. 1999

2) Enzimáticos:

  • Superóxido dismutase – Catalisa a reação do oxigênio parcialmente oxidado + H+, tendo como produto O2 e H2O2.
  • Catalase – Catalisa a reação que converte H2O2 em O2 e H2O.
  • Glutationa peroxidase - Apresenta Selênio na sua composição. Os peróxidos são reduzidos pela glutationa a partir da ação da glutationa peroxidase, formando água ou alcoóis.

domingo, 22 de novembro de 2009

sábado, 21 de novembro de 2009

Antioxidantes


Os antioxidantes são moléculas que tentam inibir os danos causados pelos radicais livres. Analisando-se o significado de antioxidantes, percebemos que são moléculas que evitam a oxidação de outras moléculas, pois se ligam aos radicais livres. A defesa antioxidante não inativa os radicais livres produzidos, apenas ameniza o seu efeito, pois é responsável também por algumas funções biológicas, tais como combate a inflamações, coagulação e cicatrização.

Sabe-se que pessoas que consomem frutas e verduras, os quais são ótimas fontes de antioxidantes, têm risco mais baixo de ter doenças cardíacas, algumas doenças neurológicas e também previnem contra certos tipos de câncer.

No entanto, pesquisas que investigam os benefícios dessas moléculas, observaram que o consumo de suplementos antioxidantes não tem nenhum efeito claro sobre a prevenção desses tipos de doenças.

O fato sugere que outras substâncias presentes em frutas e vegetais, ou mesmo uma mistura complexa de substâncias, é que estão relacionadas à prevenção de certos tipos de doenças.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Projeto dos Painéis

Aqui está o Projeto com que ganhamos o direito de apresentar sobre Radicais Livres, Antioxidantes e Ferro.


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            Radicais livres e antioxidantes são, hoje, um dos temas de saúde mais discutidos pela população em geral. Novas pesquisas e teorias levaram a anteriormente restrita ao meio acadêmico discussão sobre seus efeitos e benefícios ao dia-a-dia daqueles preocupados em envelhecer com saúde. Por ser um tema tão presente em nossa realidade e com tantos ramos de expansão, nosso grupo o escolheu para fazer os painéis e o blog.
            O trabalho seria dividido em 4 frentes principais, cada uma correspondendo a um ou dois painéis. As frentes são grupos de assuntos com enfoque comum, para guiar a discussão.
            A primeira frente compreende as informações básicas sobre os “radicais livres”, passando por uma definição formal e hipóteses aceitas sobre suas origens. O objetivo desta parte é fornecer uma visão geral sobre o tema.
            Em seguida, muda-se o enfoque para os efeitos de radicais livres no organismo. Isso abrange alterações na estrutura de células e as conseqüências gerais destas modificações. Dentro desta parte está a “Teoria do envelhecimento por radicais livres”, proposta pela primeira vez por D. Harman em 1956. Ainda há a discussão dos radicais livres como causadores do câncer.
            A terceira parte envolve dois painéis e relaciona os radicais livres com as mais diversas doenças. Há  indícios de que doenças como a aterosclerose, Parkinson, Esquizofrenia, Alzheimer, Surdez senil e muitas outras relacionadas ao envelhecimento sejam causadas por oxidações em substâncias do corpo. Esses assuntos serão explorados, assim como  as associações dos radicais livres com os sintomas da hematocromatose (acúmulo de ferro), que incluem distúrbios de movimento, psicose, anormalidades na pigmentação da pele e diabete mellitus.
            A parte final corresponde ao controle dos radicais livres no organismo. Esse campo se divide em dois: fatores endógenos e fatores exógenos. Os fatores endógenos se constituem em mecanismos internos do corpo para conter radicais livres indesejados, por exemplo por ação enzimática. Os fatores exógenos são aqueles externos ao corpo, que propiciam ou inibem a atividade dos radicais. Aí entra a alimentação, incluindo antioxidantes em alimentos como os flavonóides e a vitamina C. Entram também hábitos que propiciam a formação de radicais livres, como a exposição à radiação e o cigarro.
            A apresentação terá por base os painéis, além de diversas outras fontes de pesquisa, como artigos científicos disponíveis na internet e livros. O blog conterá toda a informação da apresentação, acrescido de mais artigos e matérias atuais relacionadas ao tema, contextualizados e adaptados pelos integrantes do grupo.
            O que se pretende demonstrar com as apresentações é que a informações sobre radicais livres e antioxidantes são essenciais àqueles que desejam saúde duradoura. O grupo espera mostrar que a bioquímica tem impacto direto na vida diária das pessoas comuns, refletindo-se na qualidade de vida individual através de hábitos saudáveis.
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